Quem são os brasileiros residentes no exterior? De acordo com os resultados definitivos sobre as características da população e dos domicílios do Censo Demográfico 2010 divulgados pelo IBGE há algumas semanas a maioria são mulheres (53,88%), com idade entre 20 e 34 anos (60%), e emigrou dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Pela primeira vez o IBGE introduziu nas projeções a análise sobre migrações internacionais e muitos fatos curiosos apareceram, como por exemplo o dado que mostra que  há pelo menos um brasileiro residindo em 193 países no exterior.

Embora o número estimado de brasileiros residentes no exterior seja 491.645 mil, de acordo com a pesquisa, o Ministério das Relações Exteriores calcula que existam entre 2 milhões e 3,7 milhões de pessoas morando fora do país – grande parte em situação ilegal. Outro motivo para o número apurado pelo IBGE ser bem menor é que o “resultado não inclui os domicílios em que todas as pessoas possam ter emigrado e aqueles em que os parentes residentes no Brasil possam ter falecido”, de acordo com o estudo.

Onde moram os brasileiros no exterior

Os principais destinos são os Estados Unidos (23,8%), Portugal (13,4%), a Espanha (9,4%), o Japão (7,4%), a Itália (7%) e a Inglaterra (6,2%), que, juntos, receberam 70% dos emigrantes brasileiros.

De acordo com o estudo, o fato de 60% do total de emigrantes terem entre 20 e 34 anos sinaliza que os deslocamentos foram ocasionados principalmente pela necessidade de venda da força de trabalho.

Os idosos representam apenas 1,4% das pessoas que deixaram o país para morar no exterior e os menores com menos de 14 anos, 4,4%. A baixa participação desses grupos etários sugere que a maioria dos que residem fora partiu sem a família.

Movimento de volta de brasileiros no exterior

A gente já tinha reparado que muitos brasileiros estão querendo voltar da Italia para o Brasil devido a popularidade das dúvidas sobre mudança internacional (reparem nos comentários deste artigo). A nossa intuição foi confirmada pelo economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rodrigo Leandro de Moura, especialista em mercado de trabalho.

Segundo o economista,  o movimento de volta de brasileiros no exterior que se intensificou com a crise econômica internacional deve continuar. “[No Brasil] o acesso ao emprego está mais fácil e os salários estão mais altos em termos reais e a projeção é que os salários continuem crescendo. Esse panorama contribui para que mais brasileiros voltem para cá”.

Aproximadamente 49% dos emigrantes são da Região Sudeste, sendo que 21,6% partiram de São Paulo e 16,8%, de Minas Gerais. Do Sul, saíram 17,2% dos emigrantes brasileiros, com destaque para o estado do Paraná (9,3%). O percentual de emigrantes que deixaram a Região Nordeste é 15%, dos quais 5% são só Bahia. O Centro-Oeste é a região de origem de 12% dos emigrantes, sendo que a maior contribuição veio de Goiás (7,2%), a quarta unidade da Federação em emissão de pessoas. Apenas 6,9% das pessoas que emigraram do país saíram do Norte.

O economista ressaltou que muitos brasileiros acabaram adquirindo qualificação no exterior, como a fluência em um segundo idioma, que pode servir de diferencial no momento de buscar emprego ao voltar para casa. “O Ministério do Trabalho teme que muitos não sejam absorvidos pelo mercado, mas acredito que esse seja um problema facilmente superado se levarmos em consideração que muitos desses emigrantes são de áreas que carecem de profissionais com idioma estrangeiro e certas qualificações profissionais”.

E aí, vocês acham que falta trabalho para a mulherada no Brasil? É só uma questão de trabalho? Comente!

5 COMENTÁRIOS

  1. Barbara
    Tenho muitas dúvidas e gostaria de ter um contato com vc
    É sobre minha filha que mora na Australia e vai precisar ir para Itália . Como podemos conversar??
    Posso enviar a situação por e-mail?
    Atenção
    Silvia
    São Paulo /Brasil

  2. Morei 12 anos fora do Brasil e precisei voltar após ter concluído minha faculdade de Ciências farmacêuticas na Irlanda. Nunca fui na Itália mas esse artigo acima se refere de maneira geral acredito eu. Se pudesse ter ficado o término da faculdade na Irlanda teria ficado, mas por não ter permissão de trabalho resolvi voltar e usar meus conhecimentos e experiência no Brasil, pensei que seria fácil após ter me tornado fluente em Inglês e trabalhado em multinacionais. Ilusão minha. Há 1 ano no Brasil desde que cheguei, não consegui ainda me recolocar no mercado, as únicas entrevistas (pouquíssimas) que participei, não resultaram em nada. Querem Inglês fluente ( o que eu tenho), mas o entrevistador se sente ameaçado por ver que eu tenho total fluência e ele/ela ter aquele inglês lascado ( se é que se acha fluente). Tenho a cada dia me decepcionado com o Brasil, já até pensei em me suicidar ultimante por estar nessa situação de desemprego, mas seria uma covardia contra minha família, os amigos ficaram pra traz e aqui sou sozinho. Se tivesse tido a oportunidade de me tornar cidadão da UE JAMAIS teria voltado pois no fundo tinha visualizado essa situação que estou vivendo agora sem sequer ver uma saída. Se alguém tiver pensando em voltar pro Brasil, aconselho seriamente pensar bem e refletir. Passei 12 anos fora e e minha experiência educacional e profissional nada vale aqui, e olha que só tenho 35 anos. Muito desgostoso com tudo aqui, sem nenhuma esperança de melhora.

  3. Uma ideia em querer estudar Arquitectura na italia, oque voe diz? Barbara

  4. Que a Itália é um dos melhores lugares do mundo para estudar arquitetura! Aqui tem arquitetura de todos os estilos e gerações, vem gente do mundo inteiro estudar arquitetura por exemplo em Florença… Só não sei depois como funciona com o reconhecimento do seu diploma no Brasil porque ainda é a maior complicação entre títulos universitários Brasil – Italia dependendo do setor.
    Quem sabe algum arquiteto que já passou por isso pode dar mais indicações. Abs Barbara

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